terça-feira, 9 de janeiro de 2018

MENSAGEM PARA UM ANO QUE SE INICIA



         


         Depois de mais de um ano sem nada publicar nesta página cultural, por problemas no computador, eis que o que possuía apresentou problemas insanáveis e depois de muitos consertos fui recomendado a comprar um novo, o que fiz, mas, infelizmente, com menos de um mês de uso o mesmo simplesmente queimou e depois de idas e vindas sem resolução do problema resolvi cancelar a compra e pedir a devolução do valor correspondente, adquirindo um novo aparelho.

            De início, informo que agora este “caderno cultural” foi transformado de  blog, para site, mas manterá o mesmo formato de quando foi iniciado, publicação de temas ligados à cultura e arte: poemas, poesias, crônicas, etc. 

            Já estão publicados na janela “Balaio de Cordéis”, diversos trabalhos de minha autoria, e, em breve pretendo publicar todos os títulos já escritos por este poeta, que na minha conta já ultrapassam cem. Minha pretensão é atualizar este site publicando matérias ao menos três ou quatro dias por semana.

            Agradeço a todas as pessoas e instituições que me apoiaram no decorrer de 2017, abrindo espaço em escolas,  bibliotecas, Sesc Ler, bem como as centenas de crianças que tem me dado um carinho especial em minhas apresentações, conforme demonstram as fotos acima publicadas, o que me levou mais uma vez a receber o título de “Melhores do Ano”, na categoria escritor e poeta de cordel. 

            O ano que se inicia promete ser muito movimentado, já que além de ser mais um ano de copa mundial, acontecerão também as eleições a nível estadual e federal, além dos demais eventos tradicionais vivenciados no país, Estado e município, de maneira que será um ano de passagem rápida.

            Faço votos que todos tenham um ano abençoado, cheio de saúde de  paz (as demais coisas a gente corre atrás – para rimar), e, para não perder a sequência das rimas, almejo que no próximo pleito de outubro   “nenhum político corrupto” se reeleja, jamais.  

           Como atualmente estou lendo uma coleção de livros do Augusto Cury “ANÁLISE DA INTELIGÊNCIA DE CRISTO”, destaco do primeiro livro dessa coleção, “O mestre dos mestres”, a seguinte mensagem: 

“Se observarmos a história dos homens e mulheres que mais brilharam em suas inteligências, constataremos que curiosidade, o desafio, a ousadia, a sede de aprender, a capacidade de se colocar como aprendiz diante dos acontecimentos da vida eram seus segredos”.   

            Que continuemos como peregrinos do planeta, rumo a terra prometida (os céus), mantendo essa sede de ETERNOS APRENDIZES, pois todo dia temos algo a aprender com os nossos semelhantes.  

            Que as folhas do novo caderno em branco que o PAI nos oferece, sejam preenchidas com muita vida, alegria e comunhão com nossos irmãos.

            São os meus votos.     
    
            Um abraço e um “xero” em todas as crianças de Buíque e do Brasil.

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

LANÇAMENTO DO VÍDEO DOCUMENTÁRIO EM HOMENAGEM AO PALHAÇO PINICULINO




     Na noite do dia 18 de dezembro de 2016, este poeta e produtor cultural foi aplaudido de pé no Centro Pastoral da cidade de Alagoinha -PE, ao apresentar o documentário “EU NASCI PRA SER PALHAÇO”, com duração de 55 minutos em homenagem ao PALHAÇO PINICULINO.

     Estavam presentes no evento o prefeito da cidade, Sr. Maurílio Almeida, acompanhado de sua família, alguns vereadores, dentre eles o Sr. Clóvis Martins Bezerra, (buiquense), o secretário de cultura, Sr. Francisco Valdir de Carvalho (Kiko) e sua família, e o convidado especial, o homenageado Piniculino, com filhos, genros, noras, netos, bisnetos e um grande numero de fãs e amigos do velho palhaço, que ali compareceu para prestar homenagem aquele que por mais de cinqüenta anos fez o povo sorrir com suas piadas criativas e improvisadas em sua companhia circense, o “CIRCO TEATRO CANARINHO”.

     Antes de iniciar a exibição do “filme”, fui apresentado ao público, sob os aplausos da plateia. Assumindo o microfone confessei a alegria de está naquela cidade, homenageando aquele que considero meu grande herói dos tempos da infância e que há poucos dias completou setenta e sete anos de vida, dos quais mais de 50 dedicados a arte circense. Em seguida, o Sr. prefeito fez uso da palavra, me parabenizando pelo excelente trabalho histórico e cultural e também parabenizando o homenageado, que apesar de ser natural de Bezerros/PE pode também ser considerado Alagohiense, já que reside naquela cidade há mais de trinta anos, com sua família e onde fez muita amizade. Em seguida, convidei minha bandinha cultural para cantar uma canção circense, “o circo chegou a alegria é geral, lá vem o palhaço com a perna da pau”.

     Por fim, as luzes foram apagadas e a projeção na tela deu início ao documentário. Ali bem pertinho do palco, nas primeiras cadeiras, o palhaço Piniculino e sua família, que vez por outra engolia seco, envolvido pelas emoções vividas e retratadas no “filme”.

     Encerrada a exibição, convidei o “velho palhaço” para receber um abraço e o presenteei com um banner e uma cópia do DVD, que foram entregues pela minha esposa, como presentes, o mesmo fazendo com seus filhos.

       Por fim Piniculino pediu o microfone, e, muito emocionado, agradeceu a todos os presentes e declarou: "Esta foi uma das  homenagens mais bonitas que recebi em  toda sua vida. Saber que uma criança que há 40 anos assistia minhas apresentações, foi inspirado pra fazer esse trabalho tão bonito”. 

     Agradeço o apoio dispensado pelo prefeito da cidade de Alagoinha/PE, ao secretário de cultura, bem como ao fotógrafo Dedé Santos, que registrou o momento e forneceu gratuitamente mais de 50 fotos, eternizando assim aquela noite.

       Aproveito o momento para agradecer também o apoio do Sesc Ler de Buíque, que vendo meu esforço em produzir um documentário sem o apoio financeiro de quem quer que seja, fez uma contribuição, dando um apoio cultural. Sou grato também ao câmera Tiago Henrique, grande profissional e a Jerpherson Rocha, responsável pela edição do vídeo.   




Cantando "O circo chegou alegria é geral".
Piniculino e filhos
Tiago Henrique - câmera
Janete Silva, cantando com Piniculino
Piniculino no trapézio
Prefeito Maurílio Almeida, dando boas vindas, parabenizando o evento e o aniversariante Piniculino

Secretário de Cultura com Piniculino
Minha esposa Quitéria Cavalcanti, entregando Banner de presente a Pinciulino

domingo, 11 de dezembro de 2016

MINHA HOMENAGEM AO DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA.

Matéria publicada na minha página do face, no dia 20 de novembro do corrente ano. 
Neste dia, comemorativo à consciência negra, presto minha homenagem a esse povo lutador e forte, que muito tem contribuído para o crescimento e desenvolvimento do planeta. Aproveito o ensejo para homenagear um personagem digno de representar sua gente, o Sr. SATURNINO VIEIRA DE MELO, abraçando através desta postagem D. Benedita Vieira Cavalcanti, conhecida popularmente como D. Bené, e toda sua família.
SATURNINO VIEIRA DE MELO
Um doutor que nunca foi à escola
Quando o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tomou posse como presidente do nosso país, muita gente ficou admirada. Como um homem que nunca frequentou uma faculdade, que não possui nenhum diploma de nível superior, chegou ao mais alto cargo da nação? Seu primeiro “diploma” foi o de presidente da nação brasileira... Pois bem, em nossa cidade também já passou um homem que exerceu vários cargos importantes, sem nunca ter frequentado uma escola. Ele foi Delegado “Especial”, prefeito, vereador e presidente da Câmara Municipal. Seu nome, SATURNINO VIEIRA DE MELO. Vamos ver um pouco de sua história?
Nasceu no dia 15 de novembro de 1897, na Fazenda São João do Leite, município de Flores (PE), sendo filho de Pedro Clementino Pereira e Rita Maria das Flores. No ano de 1922, casou-se com a Sra. MARIA DAMIANA CARDOSO, no município de Triunfo (PE), na igreja de Nossa Senhora das Dores, sendo celebrante da união matrimonial o Monsenhor Eliseu Diniz. A noiva era natural do município de Custódia (PE), nascida na Fazenda Cacimba Limpa. Seu Saturnino serviu o Exército na capital pernambucana e ao sair de lá ingressou na vida militar, chegando inclusive a participar da revolução de 1930, quando foi para a capital da Bahia. Nessa época já era casado e morava na cidade de Floresta (PE). Por causa dessa profissão, residiu em várias cidades. Foi por esse motivo que os quatro filhos que teve, cada um nasceu numa cidade diferente, como veremos adiante. Ingressou na vida militar para combater o cangaço que assombrava o nordeste naquele tempo. Os responsáveis pela volante (espécie de comandante) eram o coronel Gino e o capitão Manoel Neto. Participou de 17 combates contra os cangaceiros de Lampião.
No dia 09 de março de 1940, chegou em nossa cidade como Delegado “Especial”, nomeado pelo Dr. Etelvino Lins, Secretário de Segurança Pública do Estado de Pernambuco, exercendo esse cargo em nosso município por um ano e seis meses. A primeira casa onde residiu o nosso Delegado foi na rua José Magalhães de França, nº 10, onde atualmente é o cartório do Registro Civil. O prédio pertencia à Prefeitura Municipal e foi cedido à autoridade recém-chegada no município. Posteriormente, essa família mudou-se para outra casa, situada na praça Cel. Félix de França. Pouco depois, nosso personagem foi substituído pelo sargento Zé Pretinho, pois foi novamente nomeado como Delegado “Especial” para o município de Afogados da Ingazeira. A informação era de que naquele município vários militares estavam sendo assassinados e o nosso personagem foi para lá, nomeado para “botar moral no lugar”. Resultado: conseguiu o objetivo durante os cinco anos que por lá permaneceu à frente a Delegacia Municipal, quando novamente retornou para o nosso município, Buíque, ainda como Delegado. Passou a residir na casa situada na rua Osório Galvão, onde hoje mora a família do Sr. Nilton Melo. Nessa época, a nossa cidade não possuía iluminação elétrica como hoje. Era à base de um motor.
No ano de 1948 aposentou-se e passou a dedicar-se à profissão de advogado “rábula”, um dos melhores da época. Várias vezes patrocinou a defesa de réus no plenário do Tribunal do Júri do Fórum de nossa cidade, que à época era localizado na Praça Vigário João Inácio, onde atualmente é a Câmara Municipal de Vereadores. Grandes advogados da região dividiram o plenário com o nosso personagem durante as muitas audiências que participou, sempre defendendo as pessoas mais carentes, inclusive, esse trabalho em sua grande maioria era realizado de forma gratuita, simplesmente pela satisfação profissional.
No ano de 1965 foi nomeado como prefeito interventor para o município de Ibimirim (PE), ficando no cargo até o ano de 1967. No ano seguinte foi eleito vereador em nosso município, exercendo a presidência da nossa Câmara Municipal e residia nessa a época na rua Cel. Antonio Cavalcanti, nº 174. O prefeito era o Sr. Aníbal Cursino de Siqueira.
O Sr. Nanô Camelo havia construído uma casa nova, localizada na popular rua da Cruz (atual Nanô Camelo) para o seu filho, Jonas Camelo. Como este não quis, quando da morte do construtor, foi aberto o inventário e o bem ficou para os herdeiros Luiz Camelo de Almeida e Socorro Camelo, os quais venderam o imóvel ao nosso personagem Saturnino Vieira de Melo. Foi no ano de 1970.
Foi seu Saturnino Vieira de Melo quem construiu a primeira Cadeia Pública deste município de Buíque entre os anos de 1940/1941, quando era prefeito (interventor) o Sr. Mário José de Carvalho. Diz a família do nosso personagem que ele chegou aqui num dia e o prefeito ”nomeado” no outro. Ao chegar em nossa cidade como Delegado “Especial”, a Cadeia Pública funcionava numa casa localizada na rua do Cavalo Morto, atual Cleto Campelo, nº 25, onde atualmente é o Cestão Nossa Senhora das Graças, pertencente ao empresário Demir, filho de Zé de Né, em frente à casa onde residiu o escritor Graciliano Ramos. O local era pequeno e inapropriado para uma cadeia. O Delegado usou da influência que possuía e construiu a nova cadeia municipal, localizada na rua São João, onde atualmente funciona a Escola “Carrossel”.
Na época não existiam supermercados por aqui e seu Saturnino fazia suas compras na mercearia do Sr. Pergentino Domingos Ramos, localizada na rua Cel. Antonio Cavalcanti. Um dos grandes amigos, com quem gostava de prosar era o Padre Josefh Kherle.
Como dito no início deste tópico, o interessante de toda a história do nosso personagem é que ele nunca frequentou uma escola. Aprendeu a ler sozinho, lendo alguns manuscritos populares em sua época (livros escritos em letras de forma). Sua caligrafia seguia aqueles modelos. Seu Saturnino possuía uma excelente memória. Decorava todos os códigos, necessários para defesa dos seus constituintes. Código Civil, Penal, Constituição Federal, Processo Civil, etc. Até latim ele arranhava. Era só ler um pouco, estava “salvo em seu computador mental” para nunca mais ser “deletado”.
Em se falando de lazer, o que mais seu Saturnino gostava era futebol e música. Seu clube pernambucano era o “Sport Clube do Recife” e o cantor preferido era “Luiz Gonzaga – o rei do baião”. Dos seus filhos, um deles, de nome Pedro, era um excelente goleiro de um time em Afogados da Ingazeira (PE) e quando ia lá, assistia orgulhosamente as defesas que o filho realizava. Já em se falando de festas, a preferida deste personagem era o Carnaval.
São filhos do nosso personagem:
1. Benedita Vieira de Melo, nascida em Triunfo (PE), no dia 21.08.1923.
2. Aurelina Vieira de Melo, nasceu em São José do Belmonte (PE), em 09.08.1925;
3. Pedro Vieira de Melo, nascido em Serra Talhada (PE), em 29.09.1927;
4. José Saturino Vieira de Melo (Zé Vieira), nascido em Floresta (PE), em 01.07.1930.
Dos filhos acima, quero destacar dois:
1. Benedita Vieira Cavalcanti, mais conhecida por “Bené”. Muito popular em nossa cidade, batalhadora por seus direitos, nunca foi de se calar quando um direito seu está sendo tolhido. Apesar de não se tratar de pessoa de muitos estudos, sabe entrar em qualquer repartição para resolver qualquer problema de natureza civil. Apesar de criada no interior, conhece a nossa capital como a “palma da mão”. Percorre todas as repartições públicas e sabe se comunicar bem, seja com um simples zelador ou até com o presidente da república. Com seus 86 anos, toda madrugada, por volta das 5 horas, é comum ver essa “mulher de fibra” com uma de suas filhas, fazendo caminhada pelas ruas da cidade, para “manter a forma”.
2. José Saturnino Vieira de Melo - “Zé Veira”. Era o maior dançarino que Buíque já viu. Pessoa de uma alegria contagiante. Só possuía amigos e era bem-vindo em todo lugar que chegava. Nos bares ou na praça, quando alguém colocava um som, ele dava seus shows de dança, que poucos artistas de hoje chegariam perto. Faleceu na capital pernambucana.
O personagem principal deste tópico, SATURNINO VIEIRA DE MELO faleceu nesta cidade, no ano de 1979 e contava 82 anos de idade.
Texto extraído do livro "AS JANELAS DO SOBRADO",páginas 147-150.

terça-feira, 25 de agosto de 2015

COLEÇÃO DE PRÊMIOS DO PROFESSOR POETA CARLOS AlBERTO NÃO PARA DE CRESCER


O nosso querido professor Carlos Alberto de Assis Cavalcanti continua vendo sua ernome coleção de prêmios literários em ascensão. Recentemente ganhou mais dois prêmios, sendo um da ACADEMIA PONTA-GROSSENSE DE LETRAS E ARTES - APLA e outro da ACADEMIA DE LETRAS, ARTES E CIÊNCIAS DO CENTRO SUL DO PARANÁ (ALACS, IRATI - PR). A menção honrosa de Ponta Grossa ocorreu em relação a poesia "Fim de Linha", ver abaixo. Já do Parana, a premiação foi pelo poema  "sonetaquático".

   Mais uma vez apresentamos nossos parabéns ao gande poeta e fazemos votos que a lista de premiação contiua crescendo, destacando sempre a nossa região como berço de grandes escritores e poetas.

Confiram as premiações recentes:


A ACADEMIA PONTA-GROSSENSE DE LETRAS E ARTES-APLA
Rua Cruz e Souza, 290 – Ponta Grossa - PR
XXII CONCURSO NACIONAL DE POESIAS - APLA - 2015

CATEGORIA: POESIA CLÁSSICA - VENCEDORES:

 1º LUGAR: " FILHOS DA PRINCESA"- JOSÉ LUIZ DA LUZ - PONTA GROSSA-PR
 2º LUGAR : " AURORA PARANAENSE"- MARIA HELENA O. COSTA – P. GROSSA-PR
 3º LUGAR: " NOS TEMPOS DA SERENATA"- MARIA M. FERREIRA-MAGÉ -RJ
 4º LUGAR : " MOCIDADE"-HUMBERTO DEL MAESTRO-VITÓRIA ES
 5º LUGAR: "BOTÃO EM FLOR"-LUCÍLIA DECARLI - BANDEIRANTES-PR

 MENÇÕES HONROSAS:
- "OUSADIA"-LUCÍLIA DECARLI- BANDEIRANTES-PR
-"VIVA O AMOR"- WANDERLEY MOREIRA- SANTOS- SP
-"ETERNO APRENDIZ" -JOSÉ LUIZ DA LUZ - PONTA GROSSA-PR
-"FIM DA LINHA "- CARLOS ALBERTO DE ASSIS CAVALCANTI - ARCOVERDE-PE
 -"ALEGRIA"- ABÍLIO KAC- RIO DE JANEIRO-RJ

 CATEGORIA: POESIA MODERNA -VENCEDORES:
 - 1º LUGAR: POEMA DESENTRANHADO DE UM OLHAR INFANTIL" CARLOS ALBERTO DE ASSIS CAVALCANTI- ARCOVERDE - PE
 2º LUGAR: " AS COISAS PEQUENAS"- ANGELA CRISTINA FONSECA-B. HORZTE-MG
 3º LUGAR: " O SER"- JOSÉ LUIZ DA LUZ- PONTA GROSSA-PR
 4º LUGAR: "COLHEITA" - MARIA APPARECIDA COQUEMALA - ITARARÉ-SP
 5º LUGAR: " QUE SONHOS TEM UM POETA?"-DIONEZINE NAVARRO-P.GROSSA-PR

 MENÇÕES HONROSAS: -"MINAS"- ANGELA CRISTINA FONSECA - BELO HORIZONTE-MG
 -"POEMANOTÍCIA"- CARLOS ALBERTO DE A. CAVALCANTI - ARCOVERDE-PE
 - “INQUIETAÇÃO"-CECY BARBOSA CAMPOS-JUIZ DE FORA-MG
 - "FUGA"-SÔNIA MARIA DE FARIA-PARAISÓPOLIS-MG
 -"A FORÇA DO AMOR"-JOSÉ DE BORTOLI - PONTA GROSSA-PR

 A Academia Ponta-Grossense de Letras e Artes - APLA cumprimenta a  todos os classificados e informa que a solenidade de premiação ocorrerá no próximo dia 27 de setembro, tendo por local o auditório da sede da Ordem dos Advogados do Brasil-OAB-Subseção de Ponta Grossa, com início às 19h30min, durante as festividades de 22 anos de fundação da entidade.

SÔNIA MARIA DITZEL MARTELO
                  Presidente -APLA
   

POEMA DESENTRANHADO DE UM OLHAR INFANTIL
                    Carlos Alberto Cavalcanti

Não olhe para o horizonte nebuloso
dos homens incertos; há fumaça no ar,
e o crepúsculo se levanta encobrindo o dia
e as vidas plantadas nas valas
(sementes infrutíferas);
minha mãe se foi; e o pai nunca veio;
somos órfãs e pouco importa o amanhã;
não olhe para os lados,
os escombros dão de ombros
sobre o nosso destino;
o que virá adiante?
(que lhes importa se somos menores,
se lhes cegam rancores maiores?);
não olhe para cima, as estrelas brilham
e os deuses talvez estejam a ouvir as ladainhas
dos que cantam a Jeová ou a Alá,
nos seus templos suntuosos,
mas logo esquecem as promessas de paz,
e rangem os dentes contra a gente;
não sei ao certo o que nos espera,
além do abraço que agora nos une;
quem sabe, alguém nos acolha por dó,
ou talvez, como nós, também ande só;
(a guerra é coletiva, mas as sobras são solitárias)!





                           POEMANOTÍCIA
                         Carlos Alberto Cavalcanti

                          O sol nascente
                          acorda o morro
                          dormente
                          de sono-sonhos,
                          sob o forro
                          de papel jornal;
                          os cães ladram
                          e a caravana passa
                          enchendo a lotação.
                          Manhã fria, boias-frias
                          à procura da boia nossa
                          de cada dia.
                          No planalto, os altos planos
                          dos homens baixos
                          (de estatura ética)
                          tornam patética
                          a falácia do plenário-picadeiro,
                          onde engavetam a lei vigente
                          sob a incúria da impunidade
                          que ofusca o sol da liberdade
                          num eclipse repentino;
                          quebra-se o decoro parlamentar
                           pelo silêncio clandestino
                          (das negociatas)
                          dos homens plenos de bravatas.
                          Boas-vidas
                           (à procura da vida boa)
                          de cada dia.
                          No plenário, mais salário...
                          no tesouro, menos erário.
                          Cai a noite sobre o morro,
                          recolhe-se o povo;
                          num barraco da esquina,
                          sob a luz da lamparina,
                          um rádio anuncia:
                         “Em Brasília, dezenove horas...”
                           Os cães ladram...





                           FIM DA LINHA
                       Carlos Alberto Cavalcanti

                 À espera de chegar ao fim da lida
                 aposentado, lúcido e capaz,
                 pensa o trabalhador, alma doída,
                 nas horas que ficaram para trás.

                 Quantos planos traçados para a vida,
                 mas o arrocho econômico voraz
                 a todos devorou, vida perdida
                que não mais voltará, tempo fugaz.

                 De trabalho em trabalho, pede arrego,
                 já não suporta mais não ter aumento
                 e a dúvida das dívidas pagar...

                 Perturbado, à procura de sossego
                 pra escapar das cobranças, seu tormento,
                 internou-se no hospício pra morar.

Resumo biográfico:
Carlos Alberto de Assis Cavalcanti é delegado municipal da UBT (em Arcoverde – PE), tem premiações nacionais em poesias e trovas; é sócio da UBE (Seção Recife); é membro correspondente das Academias de Letras e Artes no Rio de Janeiro (RJ), Cachoeiro do Itapemirim (ES) e Ponta Grossa (PR); mestre pela UFPE e professor no CESA - Centro de Ensino Superior de Arcoverde – PE; e Escola Industrial de Arcoverde; publicou: Itinerário Poético (poesias), com o qual obteve, em 2001, Menção Honrosa em concurso nacional da APL (Academia Pernambucana de Letras).


A segunda preniação foi a seguinte: 


II Concurso Literário “Foed Castro Chamma” – 2015
Academia de Letras, Artes e Ciências do Centro Sul do Paraná (ALACS) -IRATI - PR
 Modalidade: SONETO
Categoria: adulto

A Direção da Academia de Letras, Artes e Ciências do Centro Sul do Paraná (ALACS) tem o prazer de comunicar ao poeta Carlos Alberto Cavalcanti – de Arcoverde – PE, que o soneto abaixo impresso obteve o 3º LUGAR NACIONAL em nosso concurso de poesia, ano 2015.
IRATI – PR – 01-08-2015
Acadêmica Luiza Nelma Fillus – Presidente da ALACS


                                   SONETAQUÁTICO
                                          Carlos Alberto Cavalcanti


                            Vem das nuvens a chuva benfazeja
                            com seu precioso líquido esperado,
                             e a cada pingo d’água, que goteja,
                            um toque musical sai do telhado.

                             Refloresce a esperança sertaneja
                             plantada n’alma do homem calejado,
                             que esquece o mal da seca e então festeja
                             co’a certeza do grão colher dobrado.

                            Se o globo tem mais água do que terra,
                            não é a natureza que faz guerra
                            contra o homem e sua plantação,
                            mas o homem repleto de ambição,
                            que ao líquido liquida por vaidade,
                            e mata a mata, a fonte e a humanidade.


Resumo biográfico:

Carlos Alberto de Assis Cavalcanti é delegado municipal da UBT (em Arcoverde – PE), tem premiações nacionais em poesias e trovas; é sócio da UBE (Seção Recife); é membro correspondente das Academias de Letras e Artes no Rio de Janeiro (RJ), Cachoeiro do Itapemirim (ES) e Ponta Grossa (PR); mestre pela UFPE e professor no CESA - Centro de Ensino Superior de Arcoverde – PE; e Escola Industrial de Arcoverde; publicou: Itinerário Poético (poesias), com o qual obteve, em 2001, Menção Honrosa em concurso nacional da APL (Academia Pernambucana de Letras). 

segunda-feira, 6 de julho de 2015

PARE O MUNDO QUE EU TAMBÉM QUERO PROTESTAR

       
        
       O “maluco” Raul Seixas tinha uma canção, de sua autoria, que iniciava assim: “Mas é que se agora pra fazer sucesso, pra vender discos de protestos, todo mundo tem que reclamar”. Pois bem, esse é o convite do mundo atual. Protestar. O protesto está em todos os espaços, em todas as raças, etnias e sociedades. Em parte, creio essa febre cresceu muito depois popularidade das redes sociais. A paz do mundo evaporou, quase ninguém mais se entende. Todos se acham certos e querem convencer que o restante do mundo está errado.

É o branco contra o negro, o rico contra o pobre, a esquerda contra a direita, o católico contra evangélico, os muçulmanos contra os cristãos, os de direita contra os da esquerda, o gay contra hétero e até o partidário contra os “sem partido”. No futebol nem se fala. Banana (a fruta) virou símbolo de racismo e bacia sanitária já foi usada como arma para fanático assassinar torcedor de clube contrário.

Em alguns países atualmente é crime até crer em Deus. Ser ateu é mais aceito do que ser crente. Ter fé em algum ser espiritual é rotulado de fraco, falto de conhecimento, ignorante, fundamentalista. A palavra de Karl Marx e de Lênin tem mais poder e atenção do que a fala de Moisés, Jesus, Gandhi ou Santo Agostinho. A moda mesmo é ser ateu. Se protesta por tudo, até contra aqueles que não querem protestar. - É um medroso, um fraco, um sem futuro.

Dias desses Neymar, ao fazer um gol e levar o seu clube, o Barcelona, à classificação, comemorou usando uma fita na cabeça com a frase: “100% Jesus”. O protesto foi grande e imediato. Disseram: Está ofendendo seus fãs que são do islã, os que são judeus e o ateus também. Questiono: Será que o atleta, como ser humano, não pode mais expressar sua fé, mesmo de uma forma tão simples? Porque essas manifestações não aconteciam antes?

Se o assunto for política, no caso do Brasil, e coisa é bem mais violenta. Querem alardear que existem dois lados. Os do PT e os contra o PT. É como se corrupção e escândalos só existissem depois dos governos de Lula e Dilma. De outro lado também existem os defensores do “desgoverno”, fechando os olhos para tudo que é real. Para esses, no governo atual não existe corrupção, a saúde está uma maravilha, inflação está totalmente controlada, crise é coisa da oposição. É tudo psicológico.
 
O sujeito que emite qualquer opinião atualmente pode se tornar vítima das redes sociais, e pelo que estamos presenciando, daqui a pouco vamos ver protestos até contra quem não quer protestar.

Sei não!