sábado, 14 de outubro de 2023

PALESTRA CULTURAL NA ESCOLA ASSENTAMENTO DOIS IRMÃOS

 

         Na noite desta quarta-feira, dia 11 de outubro, atendendo convite da direção da Escola João Bezerra de Brito, localizada no Assentamento Dois Irmãos, distrito do Carneiro, neste município de Buíque-PE, estive realizando uma palestra cultural com o tema "Literatura", dando um enfoque especial à literatura de Cordel.

        Na presença de cerca de quarenta pessoas, auxiliado por multimídia, contei um pouco da minha história de vida, minhas passagens nas escolas municipais e estaduais de Buíque. Depois pelas faculdades de Formação de professores de Arcoverde-PE -AESA CESA) (onde cursei letras e pós graduação em língua portuguesa e suas literaturas), e Faculdade de Direito de Caruaru-PE, onde fiz o curso de Direito. Falei também sobre minha profissão no judiciário, onde trabalho há mais de trinta anos e, principal tema da palestra: discorri por cerca e uma hora e meia sobre literatura, com enfoque especial na poesia popular, a poesia de cordel.

        As origens dessa vertente poética, os motivos do nosso nordeste ser tão rico nessa produção cultural, alguns dos seus maiores expoentes. Contei também sobe minhas inspirações e para não ficar só em narrativas, declamei diversos cordéis de minha autoria e de outros poetas nordestinos.

Sob os aplausos dos presentes, ganhei de presente uma poesia muito bem elaborada e inspirada, escrita e declamada pela aluna Macione Mônica, e um arranjo tipo xilogravura, feito em madeira, criação e outro aluno, Sr. Valdeci, que fez questão de ir à frente dizer o motivo de sua manifestação de carinho.

      Depois de quase duas horas de conversa, poesia e história, a palestra foi encerrada com a declamação de duas poesias extraídas do Novo Testamento, contidas no livro de minha autoria "Pão, vinho e Poesia". Em seguida foi servido um lanche especial a todos os presentes e aproveitei a oportunidade para distribuir gratuitamente entre os participantes cerca de  vinte e cinco livretos de diversos cordéis de minha autoria.

      Agradeço à direção da escola, representada por Mary Barbosa e demais professores, pela recepção e apoio, bem como  aos alunos, pela presença e lembranças que me presentearam naquela noite memorável. 

 Abaixo, algumas fotos do evento:

 

 


 

                   

               Abaixo a poesia escrita pela aluna Macione Mônica, em minha homenagem, pelo que agradeço profundamente.

                                          A entrega da poesia, após sua apresentação, pela autora

sexta-feira, 13 de outubro de 2023

CAÇUÁ DO POETA CARLOS ALBERTO DE VOLTA

 

 

    Sexta-feira é dia de "irmos à feira" em busca de "frutas fresquinhas" em forma de poesias. O bom é que é de graça e o despachante, habilidoso que é, nunca deixa faltar seu produto.

     Como atualmente estamos presenciando um grande conflito entre israelenses e palestinos, a primeira poesia de hoje nos remete aos profetas Elias e Eliseu, do antigo testamento, no entanto tem poesias com temas variados, assim como acontece na feira. 

        Pois vamos aproveitar, curtir, comentar e compartilhar. Não custa nada e ainda ajuda espalhar essa cultura da  poesia de excelência. "Boa feira".





quarta-feira, 11 de outubro de 2023

MAIS UMA EDIÇÃO DOS "POETAS DA MINHA TERRA"

         Com a chegada de mais uma quarta-feira, apresentamos aos diletos amigos mais uma edição dos "Poetas da minha terra". Conforme publicação anterior, os escolhidos de hoje novamente são  Irivanize Albuquerque, José Ives Albuquerque e Márcia Marina. Eis as poesias de hoje!

 



 




 

sexta-feira, 6 de outubro de 2023

SEXTA-FEIRA É DIA DO CAÇUÁ DE POESIAS DO TROVADOR CARLOS ALBERTO

 

          Hoje, sexta-feira, mais um dia que conhecermos novas criações poéticas do nosso querido professor e poeta Carlos Alberto Assis Cavalcanti, o educador que inspira, respira  e transpira poesias. Conheçamos as de hoje ! 
 






quarta-feira, 4 de outubro de 2023

       Hoje é dia de mais "Poetas da minha terra". Vamos conhecer novas poesias de nossa querida Irivanize Albuquerque, iniciando com "Senhor", uma breve e inspirada oração, seguida de "Verso", uma poesia no estilo romântico. O novo componente deste espaço José Ives Albuquerque nos presenteia  "Rastros na areia", e "A doçura da vida! Já a inspirada poetisa Márcia Marina nos brinda com "Pensamento"que nos remete à brevidade e outros reflexos da vida e "Aparências". Confiram!

 

 







sábado, 30 de setembro de 2023

O SONHO QUE TIVE A NOITE

 

      Neste momento, fazendo um "tour" em meu computador encontrei essa matéria, que já foi publicada neste blog no dia 02 de abril de 2020, com o título "Sonho de um adolescente" e que resolvo republicar nesta data, alterando apenas o título e as imagens, porém, mantendo o conteúdo integralmente.

        Na manhã de hoje (02-04-2020), vasculhando meus pertences, encontrei dentro de um livro, uma folha datilografada, na época que trabalhava no cartório do velho Xéu. Nessa folha escrevi um sonho que tive na madrugada de 27 de maio de 1987. Como achei interessante aquela experiência resolvi registrar numa folha, e agora,  passados mais de 30 anos, publico neste site cultural, para aqueles que apreciam a arte de sonhar, lembrando que o sonho foi verdadeiro e que naquela época contava com apenas 23 anos de idade, morava sozinho na casa que é vizinha de D. Cóca de Maria Joaquina. Doce lembrança:

                                       “O SONHO”

              Fui para a cama exausto pelo cansaço de mais um dia de trabalho. Todo meu corpo reclamava e pedia descanso, pois havia trabalhado muito nos últimos dias. Não demorou muito para que eu adormecesse, e para suavizar o meu cansaço, sonhei. Se foi só um sonho ou algo fora da realidade não importa. De uma coisa tenho certeza, foi um sonho que todos desejariam, passando da utopia para a realidade....

            Era bem cedinho. A chuva caia fortemente em toda a cidade. O vento soprava tão valente que causava medo na população daquela pequena cidade, na qual eu não conhecia ninguém, aliás, nem sabia como havia chegado ali. Só que em meio àquela chuva e ventos, alguém bateu à porta. Era uma criança que eu não conhecia, me chamando para dar uma olhada na cidade. De início tive receio, mas acabei aceitando o convite. Segurei na sua mão e saímos a passear pelas ruas e avenidas daquela pequena e bonita cidade.

                  A chuva havia cessado e o sol começava a soltar seus raios por trás dos montes, enquanto a criança me conduzia a um campo coberto de muitas flores, das mais diversas cores e perfumes. Borboletas e pássaros festejavam a natureza, bailando e visitando cada botão que desabrochava naquele bonito jardim, enquanto meu coração explodia de emoção. Aquele forte sentimento vinha de dentro do meu mais profundo ser. Até o ar que eu respirava era mais leve. Um verdadeiro paraíso.      

               De repente aquele pequeno ser me conduziu à uma praça, onde havia um parque de diversões, com centenas de crianças entoando uma canção de melodia não muito estranha, me dando boas vindas.

- Venha! Disse uma criancinha, em companhia de um pequeno grupo, que saia pelas ruas da cidade, mais parecida com um paraíso terreno. 

             As pessoas se abraçavam, cantavam e sorriam, demonstrando imensa felicidade.

- Venham, venham ver a guerra! Gritou outra criança, que pegou em minha mão e me conduziu em um grande campo, onde tanques, aviões e armas estavam sendo preparados para entrar em ação. Mas aquele pequeno ser me dizia para não temer, pois tudo ia acabar bem.

                   Instantes depois as ruas estavam repletas de gente e para surpresa minha, a guerra teve início, só que era uma guerra diferente. As armas que abasteciam os tanques eram flores. Cada soldado trazia nas mãos grande ramalhetes de rosas e bolsas plásticas cheias de balas de chocolate para todos os presentes. Carrinhos de algodão doce e pipoca se espalhavam pela cidade, milhares de balões invadiam o céu azul, subindo e colorindo o universo. Enquanto isso, uma grande orquestra filarmônica executava as mais lindas canções que os ouvidos humanos jamais escutaram. A felicidade reinava em todo lugar.

                  Em outra avenida, na calçada de um colégio, um jovem de barba e óculos arredondados tocava violão e cantava uma canção falando de paz e harmonia, acompanhado de três amigos. Os quatro usavam trajes de uma famosa banda inglesa.      

                 Um senhor de meia idade, trajando botas, paletó e chapéu, calças sustentadas por um suspensório, oferecia sua bengala para auxiliar um velhinho atravessar a rua, enquanto o grande herói das crianças, Tarzan caminhava livremente pelas ruas da cidade, carregando no ombro o sua amiga de aventuras, a macaca Chita.       

             Mais adiante pais e filhos se abraçavam, enquanto a população dava liberdade aos pássaros que antes mantinham presos em gaiolas.

               Presídios e hospitais foram se transformado em abrigos. Ninguém mais necessitava de médicos, nem de policiais ou de magistrados, pois a paz agora reinava, de fato.

               De repente o planeta terra já não tinha divisões e o mundo parecia apenas um pomar.  Tudo era possível acontecer, desde que fosse para o bem da humanidade.

              A tarde ia morrendo e quando aquela criancinha me chamou para que eu conhecesse mais um ponto daquele pequeno paraíso. Ouvi um choro infantil e me acordei. Era a criança da casa vizinha que havia acordado, e chorando, chamava por sua mãe.

                   Voltei a realidade, e como diz Roberto Carlos, na canção “O sonho que tive a noite”, sentei-me na cama e: (...) fiquei tanto tempo pensando, em tudo que tive sonhando e por um momento pensei ser verdade o sonho que tive, o sonho que tive...”

sexta-feira, 29 de setembro de 2023

MAIS UMA SEXTA-FEIRA NA COMPANHIA DO POETA CARLOS ALBERTO

 

Chegada mais uma sexta-feira, dia de nos deliciarmos com novas trovas e poesias do professor Carlos Alberto, cuja "cisterna" não cessa de minar sequer um dia. Eis as de hoje!